Prezado chefe Teixeira, atuo como gestor de uma equipe em que um dos colaboradores é meio difícil de liderar. Volta e meia ele questiona alguma ordem, ou a forma como o trabalho deve ser executado, ou a finalidade de fazer determinada tarefa. Ora as coisas são como são, as formas de se conduzir o trabalho – os procedimentos, as rotinas – já estavam estabelecidas quando aqui cheguei, já lá se vão quase vinte anos. Algumas coisas eu mesmo mudei, mas outras não podem ser mudadas. No entanto, meu colaborador tem dificuldade em entender isso. Devo admitir que ele é criativo, tem ótimo desempenho e muitas de suas sugestões tem sido aproveitadas por nós. Mas nem tudo é passível de ser mudado e a frequência e intensidade de seus questionamentos me incomodam. O que devo fazer?
Caro colega, a geração de empregados que chega ao mercado de trabalho tem apresentado características distintas daqueles contratados há mais de 10 anos. Nesse período de tempo, as mudanças sociais, econômicas e tecnológicas suscitaram um novo perfil de empregado, o qual emerge em uma condição de acirrada disputa profissional e de acelerada mudança organizacional.
Segundo explica a minha amiga Ana Telma, superintendente de Responsabilidade Social Empresarial e Relacionamento com o Empregado (Surse) da Caixa Econômica Federal, este novo perfil contempla um pensamento analítico mais evidenciado, o que se pode observar em seu relato quanto ao comportamento de questionamento adotado pelo seu colaborador: “questiona alguma ordem, ou a forma como o trabalho deve ser executado, ou a finalidade de fazer determinada tarefa”. Veja o que a Ana diz:
Isto é bom, pois permite que o trabalho possa ser melhorado e, mais ainda, tenha significado para o executante.
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